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““Acho que o ato de amadurecer envolve um certo desprendimento das opiniões alheias, ou seria isso o autoconhecimento, não sei dizer, mas ando cada vez menos interessado em interpretar personagens para atender às expectativas criadas em...
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“Acho que o ato de amadurecer envolve um certo desprendimento das opiniões alheias, ou seria isso o autoconhecimento, não sei dizer, mas ando cada vez menos interessado em interpretar personagens para atender às expectativas criadas em cima de mim. A gente, mesmo sem perceber, acaba fazendo de conta que é de um jeito, só por medo, receio ou só para se poupar das interpretações alheias. Inúteis tentativas de proteção que só machucam ainda mais.

Já passei da fase de fingir felicidade. Acho que todo mundo tem dias não tão legais, fases não tão felizes. Fingir que está tudo bem, quando não está tudo bem, é sofrer duas vezes: uma por sentir e outra por usar uma máscara para esconder que sente. E, de verdade, ninguém deita a minha cabeça no travesseiro, ao final de um dia exaustivo, e revê os meus erros e acertos. Ninguém lida com a minha ansiedade em meu lugar. Ninguém se atira em frente aos tiros que a minha própria mente me dá.

E, antes que você ache que deposito no outro a obrigação de rever os meus dias por mim, de lidar com os meus problemas ou de conviver com a minha ansiedade, te respondo que – não, eu sei que todas essas tarefas são minhas. São caminhos solitários que sei que preciso trilhar, de fato, redundantemente, sozinho, mas é que… Se a gente já sabe que é um caminho para uma única pessoa, por qual motivo então perdemos tanto tempo fazendo de conta para entreter toda uma plateia que, ao final de cada espetáculo, retorna para a sua própria rotina sem se importar sequer em aplaudir o nosso teatro da vida real?

Te garanto, amigo, não vale a pena fingir. Não vale a pena pagar de feliz quando o momento é de acolher a dor, a tristeza, a angústia, a saudade, a queda, o tropeço, os finais de ciclos. Não vale a pena tentar convencer a todo o mundo de que está tudo bem quando você, em seu íntimo, sabe que não está tudo tão bem assim.

Os outros, todos eles, passam. As pessoas sempre passam pelas nossas vidas. Poucas são as que, de fato, ficam. E, te juro, as que ficam ao teu lado independente das tuas tempestades, são as que menos precisam da tua encenação. Sendo assim, não se desgaste tanto para aparentar alegria para expectadores que não ficarão em teus dias sequer até os créditos finais da novela que tu transformou a tua vida.” (Matheus Rocha)